Curso da USP ensina como elaborar e instalar painéis solares

Curso da USP ensina como elaborar e instalar painéis solares O número de painéis solares fotovoltaicos instalados em residências, indústrias e estabelecimentos comerciais do Brasil tem crescido a cada ano. Atualmente, são mais de 38 mil unidades em funcionamento no País, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). O aumento da procura se deve, principalmente, pela redução do custo desses equipamentos que transformam a luz do Sol em energia elétrica. Além disso, linhas de financiamento oferecidas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) ajudam pessoas físicas e jurídicas a instalarem sistemas fotovoltaicos. Diante do cenário propício à adesão desse tipo de tecnologia e da grande demanda de setores por conhecimentos na área, o Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação (SEL) da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP promoverá um curso, dividido em dois módulos, que ensina como elaborar projetos de painéis solares no computador e a instalar essas importantes ferramentas em ambientes externos. As inscrições para o curso, que chega a sua 2ª edição, podem ser feitas neste link, de 15 de setembro a 1º de novembro. O primeiro módulo é o “Introdução a Sistemas Fotovoltaicos, Dimensionamento e Instalação” que ocorrerá nos dias 9 e 10 de novembro. Na atividade, os participantes irão aprender o dimensionamento básico do sistema fotovoltaico; a leitura de mapas solarimétricos, que mostram a incidência de radiação em diferentes países; os procedimentos de instalação dos painéis fotovoltaicos; a ligação do sistema no quadro de força; os passos para a configuração na central de monitoramento e até mesmo as etapas para solicitar conexão à concessionária responsável pela distribuição de energia elétrica. Podem participar engenheiros, arquitetos, estudantes, técnicos, empreendedores e qualquer outra pessoa interessada em investir no ramo. O valor da inscrição é de R$ 500,00 à vista. Também pode ser pago em duas vezes de R$ 300,00 ou em três vezes de R$ 200,00. Já o segundo módulo, voltado para profissionais específicos do ramo de engenharia elétrica, é o “Dimensionamento Avançado de Sistemas Fotovoltaicos Usando PVsyst” que ocorrerá no dia 11 de novembro. Nele, os interessados aprenderão a projetar sistemas fotovoltaicos em 3D com a utilização do software PVsyst (versão demo), que pode ser baixado neste link. No programa de computador, os participantes irão trabalhar sombreamento, projeção em telhados, lajes, estacionamentos, além de estudarem a viabilidade financeira do sistema proposto. Para participar desse curso, o valor da inscrição é de R$ R$ 400,00 à vista, mas também pode ser pago em duas vezes de R$ 250,00 ou então em três vezes de R$ 166,70. É preciso que o aluno traga seu notebook com o software instalado, de preferência a última versão. Cada módulo possui 60 vagas disponíveis. As aulas serão ministradas no Anfiteatro Armando Toshio Natsume do SEL pelo professor Elmer Cari do Departamento, pelo mestrando em engenharia elétrica da EESC, Francisco Lemes, e contará com a colaboração de diversos monitores. “O Brasil tem um potencial solar fabuloso e o governo tem incentivado, por meio de leis, a inclusão dessa forma de energia no sistema elétrico, facilitando a aprovação por parte das concessionárias. Contudo, a porcentagem desse tipo de energia na matriz energética ainda é pequena, o que incentiva a necessidade de profissionais capacitados na área, explica Elmer”. Aprendendo na prática – Os participantes poderão acompanhar na prática os conteúdos ministrados, isso porque o professor Elmer coordenou o projeto que levou à instalação do primeiro sistema fotovoltaico da USP em São Carlos, localizado na cobertura de um dos prédios do SEL e que será utilizado como demonstrativo aos alunos. O equipamento levou três semanas para ser instalado, possui uma potência de 3.100 Watts e produz uma energia mensal de 486kWh, mesma quantidade de energia consumida, em média, durante um mês por uma residência com cinco moradores. O sistema é composto por 12 painéis fotovoltaicos que recebem até 270 watts de potência cada um. Eles são ligados a dois circuitos e um inversor – dispositivo que transforma a energia solar em energia alternada, aquela encontrada na rede elétrica. São duas entradas de energia disponíveis no inversor para que se obtenha o máximo desempenho. A central de monitoramento do sistema fica no Laboratório de Análise Computacional em Sistemas Elétricos (LACOSEP) do Departamento. No local, é possível acompanhar a potência dos painéis e quanto está sendo produzido de energia, em tempo real. O sistema projetado pelo professor Elmer faz parte de sua pesquisa relacionada à estimação de parâmetros e previsão de potência em usinas fotovoltaicas. No trabalho, o cientista busca prever o comportamento do sistema fotovoltaico para representá-lo de forma adequada em softwares utilizados dentro das usinas. Simultaneamente, o docente coordena o estudo “Projeto de Instalação e viabilidade econômica de sistemas fotovoltaicos nas áreas I e II da USP em São Carlos”. A pesquisa visa localizar os melhores pontos para a instalação de sistemas fotovoltaicos, dimensioná-los utilizando o software PVsyst, obter um orçamento completo do projeto e realizar um estudo de retorno do investimento considerando, inclusive, a manutenção. Texto: Assessoria de Comunicação do SEL Mais Informações Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação Telefones: (16) 3373-8275 ou (16) 3373-9337 Whatsapp: (16) 98133-2652 E-mail: cursosolarusp@gmail.com Site do curso: www.sel.eesc.usp.br/cursosolar/
Inscrições para a Semana de Engenharia de Computação da USP já estão abertas

Inscrições para a Semana de Engenharia de Computação da USP já estão abertas Você sabe como é feito um computador? Sabe como programar um software ou integrar todas as peças necessárias para fazer a máquina funcionar? O engenheiro da computação sabe! Que tal conhecer mais sobre esse curso, as áreas de atuação e o mercado de trabalho desse profissional? Basta comparecer à 2ª edição da Semana de Engenharia de Computação (SEnC), que acontece de 22 a 26 de outubro, no campus da USP, em São Carlos. Os interessados já podem fazer a pré-inscrição no site do evento. Nessa etapa, o participante fornece os dados pessoais e escolhe de quais atividades deseja participar, tendo em vista que há opções gratuitas e pagas. O período de pré-inscrição termina no dia 16 de outubro. Depois dessa data, os inscritos receberão um e-mail para efetivar a inscrição. De acordo com os organizadores do evento, a SEnC tem como objetivo fortalecer a identidade do engenheiro de computação, ressaltando sua relevância para a sociedade, já que o curso ainda é pouco conhecido, apesar do vasto campo de atuação. A iniciativa surgiu no ano passado, diante da necessidade de uma semana acadêmica que representasse por completo o perfil do profissional em engenharia de computação. Ao longo dos cinco dias do evento, haverá palestras, minicursos, rodas de conversas, workshops, feira de oportunidades, apresentação de projetos e viagens técnicas. Nessa edição, uma das viagens será oferecida pela Embraer. Os alunos que participarem dessa atividade poderão conhecer uma das maiores empresas aeroespaciais e ainda aprender como um engenheiro de computação pode atuar na área de aviação. Outro destaque da programação é a Women in Tech, iniciativa que pretende discutir, por meio de uma palestra e de uma roda de conversa, a falta de interesse e representatividade de mulheres nos cursos tecnológicos. A programação completa da SEnC estará disponível em breve no site do evento. A SEnC é organizada pelos alunos de Engenharia de Computação da USP em São Carlos, curso que é oferecido em parceria pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC). Texto: Talissa Fávero – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP Mais informações Engenheiro de Computação: ser ou não ser? Acesse a reportagem: www.icmc.usp.br/e/1b226 Site da SEnC: https://senc.icmc.usp.br/ SEnC no Facebook: https://www.facebook.com/semanaengenhariacomputacao/ Women in Tech no Facebook: https://www.facebook.com/events/231220254157980/ Seção de Eventos do ICMC: (16) 3373-9622 E-mail: eventos@icmc.usp.br
Palestra: Diagnosis, Prognosis, and Health Monitoring of Cooperative Multi-Agent Systems (MAS) and Complex Industrial Systems

Palestra: Diagnosis, Prognosis, and Health Monitoring of Cooperative Multi-Agent Systems (MAS) and Complex Industrial Systems 31 de agosto, 14:00, na sala 4-001 do ICMC Professor Kash Khorasani Department of Electrical and Computer Engineering Concordia University Montreal, Quebec, Canada Abstract: In this talk, we provide na overview of controlling networked unmanned autonomous systems, their applications, as well as the solutions that are proposed for these problems. Specifically, this talk provides an overview on recente results and progresses made on multi-agent consensus, by focusing on cooperative control and consensus (formation) control in presence of communication, control implementation, and saturation constraints. Finally, we present the active areas of event-triggered consensus control, network security, and attacks on the agents as well as networks and resilient consensus control strategies that are proposed to handle these challenges. Moreover, we provide a summary of the research outcomes and accomplishments that we have recently achieved and developed in the DPHM domain of MAS. The presented results are categorized into three main groups, namely i) model-based approaches, ii) datadriven and computational intelligence-based methods and iii) hybrid methodology, where a hybrid method refers to a scheme that invokes both model-based and datadriven/computational intelligencebased approaches. Resumé: K. Khorasani received the Ph.D. degree in Eletrical and Computer Engineering from the University of Illinois at Urbana-Champaign in 1985. From 1985 to 1988 he was an Assistant Professor at the University of Michigan at Dearborn and since 1988 he has been with Concorida University where he is currently a Professor in the Department of Electrical and Computer Engineering. His current research interests are in stability theory, control of large-scale systems, nonlinear control, adaptive control, modeling and control of flexible-link and joint manipulators, and theory and applications of neural networks. Realização: Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Sistemas Autônomos Cooperativos (InSAC) – SEL-EESC-USP Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica – EESC – USP Apoio: FAPESP Mais informações Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da EESC – USP Telefone: (16) 3373-9371 E-mail: posee@sc.usp.br
Aprenda alemão em curso gratuito da USP em São Carlos

Aprenda alemão em curso gratuito da USP em São Carlos O Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação (SEL) da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP irá oferecer curso gratuito de alemão. A atividade, que é aberta ao público, conta com 180 vagas disponíveis e as inscrições podem ser feitas de 13 a 19 de agosto. Dividido em dois módulos, o curso será ministrado por voluntários que já tiveram experiências com o alemão – entre eles, alunos de intercâmbio, professores de escolas de idiomas e nativos que vieram ao Brasil estudar. Em “Introdução à Língua e Cultura Alemã I”, os participantes aprenderão temas básicos como alfabeto, pronúncia, números, pequenos diálogos, formas de se apresentar, entre outros. Já no segundo módulo, nomeado “Introdução à Língua e Cultura Alemã II”, os interessados terão conteúdos sobre corpo, saúde, vestuário, profissões, tempo, férias e outros assuntos mais complexos. Para participar do segundo módulo, é necessário ter concluído o primeiro ou ter sido aprovado em avaliação de nivelamento. Programado para ser realizado de 20 de agosto a 20 de dezembro, o curso terá 14 aulas e incluirá provas. Aqueles que forem aprovados nas avaliações com média mínima de seis (6) e obtiverem pelo menos 85% de frequência, receberão um certificado de conclusão expedido pela USP. Para se inscrever, acesse o Sistema Apolo da Universidade, escolha o curso e sigas as orientações . Em caso de dúvidas clique aqui para as instruções passo a passo. O primeiro módulo será oferecido em duas turmas, com atividades às segundas e quartas-feiras; já o segundo, ocorrerá às terças-feiras em turma única. As aulas acontecerão sempre das 19 às 22 horas, no bloco C da EESC (Sala C3), que fica na Avenida Trabalhador São-Carlense, 400, no Parque Arnold Schimidt. Promovido pelo SEL desde 2016, o curso tem o objetivo de despertar no público o interesse pelo idioma alemão, oferecendo conhecimento básico sobre a língua para que os participantes aprofundem seus estudos em escolas especializadas no futuro. Texto: Assessoria de Comunicação do SEL-USP Mais Informações Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação da EESC E-mail: departamento.eletrica@eesc.usp.br Telefone: (16) 3373-8276
Exposição fotográfica na USP mostra a importância dos insetos na natureza

Exposição fotográfica na USP mostra a importância dos insetos na natureza O Brasil é referência mundial quando o assunto é biodiversidade, tendo como base suas grandes florestas que são a casa de milhares de espécies da fauna e flora nacional. Mesmo assim, há diversos seres vivos ainda desconhecidos e que têm seu papel no meio ambiente pouco difundido à sociedade, como é o caso dos insetos. Muitas vezes considerados nocivos aos seres humanos, esses animais têm grande importância para a natureza, pois, entre outras funções, são responsáveis pela polinização. Visando aproximar o público do universo imperceptível dos insetos, a USP em São Carlos recebe, até o dia 8 de outubro, a exposição fotográfica “Interações”. Criada pelo biólogo André Rangel Nascimento, a mostra conta com 41 fotografias, distribuídas pelos corredores do Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação (SEL) da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). “As fotografias apresentam a microfauna, em especial os insetos, atuando em relevantes ambientes naturais do nosso país e interagindo com outras espécies, entre elas, as plantas. Os registros são parte de meu pós-doutorado, em que realizei dois anos de expedições científicas”, revela André, que é doutor em ecologia. Alguns retratos do especialista também estão expostos no Museu da Engenharia Elétrica e no Anfiteatro Armando Toshio Natsume, ambos do SEL. Capturadas em ambientes que vão de jardins a florestas, as fotografias exibem, em detalhes, o comportamento dos insetos e de outros pequenos animais. Segundo o autor do trabalho, conhecer a biodiversidade desses animais é fundamental para o entendimento dos mecanismos necessários para a preservação das florestas, pois é preciso dar o devido valor à vida e entender a importância de proteger esses frágeis ecossistemas. “Quando pensamos no desmatamento ou em um incêndio florestal, muitas vezes não enxergamos a amplitude do desastre e todas as formas de vida que perdemos. Para cada árvore cortada, muitos outros organismos associados a ela simplesmente desaparecem”, afirma o biólogo. André explica que, quando se pensa em florestas, imediatamente nos vêm à mente imagens de árvores, macacos, felinos, aves e borboletas. No entanto, há muito mais diversidade no interior das matas que fogem totalmente ao conhecimento das pessoas comuns e também dos cientistas. “Esperamos que a população seja um agente da preservação dos ambientes naturais, sejam eles jardins, parques, praças, reservas e até mesmo florestas”, reitera o pesquisador. A exposição, que está aberta para visitação de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas, é realizada no âmbito do Projeto Arte no Caminho, idealizado pelo SEL, com apoio da Comissão de Cultura e Extensão Universitária (CCEx) da EESC e do Grupo Coordenador das Atividades de Cultura e Extensão Universitária do campus de São Carlos da USP (GCACEx). A iniciativa visa despertar o interesse da comunidade pela arte, transformando ambientes universitários em pequenas galerias. A exposição conta com a curadoria de três artistas: Lucia Rangel, Rafael Zafalon e Maria Nascimento. Os dois últimos também atuam como marchand, trabalhando na inserção da arte em galerias internacionais. Este evento está no Entreartes, aplicativo gratuito criado pela USP que fornece informações sobre as atividades culturais oferecidas pela Universidade por meio de um QR Code e permite que os usuários acumulem pontos, trocando por brindes ou horas em Atividades Acadêmicas Complementares (AAC). Acesse aqui o Catálogo da Exposição Texto: Assessoria de Comunicação do SEL-USP Fotos: André Rangel Nascimento Mais Informações Assessoria de Comunicação do SEL Telefone: (16) 3373-8740 E-mail: comunica.sel@usp.br
Participe da disciplina sobre robótica cooperativa na pós-graduação da USP

Participe da disciplina sobre robótica cooperativa na pós-graduação da USP O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP irá oferecer uma disciplina sobre robótica autônoma cooperativa, área da ciência que propõe o desenvolvimento de robôs que atuem de forma coletiva para realizar uma tarefa. Nomeada “Tópicos em Sistemas Dinâmicos”, as aulas da disciplina começarão no dia 22 de agosto, sempre às 9 horas, e contarão com a participação do professor Kash Khorasani, da Universidade de Concordia, do Canadá. Confira o currículo do docente clicando aqui. Ao longo de três semanas serão ministradas 15 aulas, divididas em teóricas, práticas e seminários. Todos os interessados em se matricular na disciplina devem comparecer à Secretaria de Pós-Graduação do Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação (SEL) da EESC. Estudantes de instituições externas que desejarem acompanhar as aulas como alunos especiais também podem participar, desde que sigam os trâmites definidos neste link para efetuar a matrícula de 23 a 27 de julho. O local de realização da disciplina será definido posteriormente. Todos que cumprirem o cronograma da atividade e desenvolverem projetos em grupo receberão nove créditos no total. Elaborada pelos docentes Marco Henrique Terra e Vilma Alves de Oliveira, ambos do SEL, “Tópicos em Sistemas Dinâmicos” proporcionará aos participantes o aprendizado das principais abordagens e técnicas utilizadas no diagnóstico de falhas e controle de sistemas não tripulados, como drones e veículos autônomos, por exemplo. O tema da disciplina compreende o escopo de atuação do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Sistemas Autônomos Cooperativos (InSAC), sediado no Departamento. Entre os tópicos que serão abordados estão: controle de sistemas autônomos, suas aplicações e o estudo de soluções propostas; controle de consenso acionado por eventos, segurança de rede e ataques aos agentes; abordagens e métodos baseados em modelos, dados, inteligência computacional e metodologia híbrida. Assessoria de Comunicação do SEL Mais informações Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da EESC Telefone: (16) 3373-9371 E-mail: posee@sc.usp.br
Dispositivo revela em poucos minutos se paciente tem hepatite C

Dispositivo revela em poucos minutos se paciente tem hepatite C Desenvolvido por pesquisador da USP, aparelho eletrônico reduz custos de exames e analisa sangue com mais precisão O diagnóstico precoce da hepatite C, infecção viral que afeta o fígado, é fundamental para evitar sua progressão e impedir que o indivíduo contagiado transmita a doença para outras pessoas. No entanto, os exames convencionais para identificar a enfermidade não são totalmente precisos e podem comprometer o resultado da análise médica. Além disso, alguns exames apresentam elevado custo e levam dias até apontar o diagnóstico. Pensando em propor uma solução a esse cenário, o pesquisador João Paulo de Campos da Costa, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, criou um dispositivo eletrônico mais rápido, exato e barato, que revela em poucos minutos se a pessoa está com a doença. O indivíduo infectado com o vírus da hepatite C, o VHC, possui em seu sangue – local onde estão as células de defesa do organismo – o anticorpo que combate a doença, chamado de anti-VHC. Para que o equipamento da USP detecte se a pessoa contém esse anticorpo o procedimento é o seguinte: a partir do sangue extraído são realizados procedimentos em laboratório até que uma gota do composto final seja pingada sobre um pequeno sensor eletroquímico que contém uma proteína do VHC. “Caso a pessoa possua os anticorpos contra o vírus, eles irão ‘se ligar’ com a proteína viral, gerando uma reação que diminui a corrente elétrica que passa pelo aparelho. É justamente essa redução na corrente que nos indica a infecção da pessoa”, explica Costa. Segundo o pesquisador, o equipamento possui mil vezes mais sensibilidade para detectar o anti-VHC se comparado aos modelos de exames convencionais que, algumas vezes, não são capazes de identificar pequenas quantidades de anticorpos. O dispositivo, que custou cerca de R$ 430,00, exibe o diagnóstico em, no máximo, dez minutos. “Alguns exames levam até uma semana para ficarem prontos na rede pública e aqueles que utilizam sistemas eletroquímicos para diagnóstico são muito caros, podendo chegar a mais de R$ 20 mil”, afirma Costa que desenvolveu a tecnologia durante seu mestrado no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da EESC. Os resultados obtidos pelo aparelho são transmitidos por rede sem fio diretamente para um aplicativo de celular que poderá ser utilizado por profissionais da saúde. Intuitivo e com simples funcionamento, o app ainda é capaz de armazenar o exame do paciente em um cartão de memória e enviá-lo, via e-mail ou redes sociais, como WhatsApp e Facebook, ao médico responsável que irá interpretar os resultados e definir o melhor tratamento da pessoa infectada. Atualmente, o diagnóstico da hepatite C pode ser feito por meio de exames sorológicos, testes moleculares, além da biópsia hepática – exame realizado para determinar o grau do processo inflamatório, o estágio de fibrose e se há presença de cirrose no tecido hepático. De acordo com o especialista, esses exames demandam tempo, equipamentos especiais, laboratórios com infraestrutura adequada, profissionais especializados e qualificados e, no caso da biópsia, trata-se de um exame invasivo e que pode trazer riscos e complicações à saúde. Para auxiliar o médico no tratamento mais específico de cada paciente, o sistema desenvolvido pelo pesquisador também pode ser programado para quantificar os anticorpos encontrados no soro sanguíneo, e até mesmo atuar no diagnóstico de outras doenças crônicas virais, como o HIV e outros tipos de hepatite. “É uma plataforma muito completa, permite diversas aplicações e agiliza o processo de diagnóstico da Hepatite C”, diz Paulo Inácio, biomédico e professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR) da UNESP, em Araraquara (SP), entidade parceira no estudo. Composto por um microcontrolador, amplificadores de sinal, bateria e sistema de recepção e envio de dados sem fio, o dispositivo pode ser facilmente replicado pela indústria. “Criar um aparelho de baixo custo e que pudesse ser produzido em larga escala era um dos meus objetivos desde o início do trabalho”, revela Costa que já atuou em um estudo na área de nanotecnologia aplicada à saúde em 2016. Naquela ocasião, a pesquisa tinha como objetivo desenvolver um biossensor para detecção precoce de hepatite C e câncer de ovário. Outra vantagem do aparelho eletrônico da USP é sua portabilidade. Isso porque é possível levar o exame até pessoas com dificuldades de locomoção ou acamadas, que não conseguem se deslocar ao hospital mais próximo, ou mesmo a populações residentes em áreas de difícil acesso. A tecnologia utilizada no dispositivo é brasileira e, segundo o especialista, não há empresas nacionais que produzam esse tipo de solução. Doença silenciosa – A hepatite C é um dos tipos mais comuns de hepatite e sua transmissão se dá principalmente por transfusões de sangue contaminado com o vírus, contato sexual, por via perinatal (da mãe para o filho), sobretudo durante a gravidez e o parto, assim como pelo compartilhamento de seringas, agulhas ou de instrumentos como aqueles de uso comum em manicura, pedicura, tatuagem e colocação de piercings. Diferentemente do vírus da hepatite B, não existe vacina contra o VHC. Na maior parte dos casos, a Hepatite C não apresenta sintomas, mesmo quando o fígado já está debilitado. Em alguns cenários, no entanto, pode ocorrer a forma aguda da enfermidade, que antecede sua forma crônica e pode provocar mal-estar, vômitos, náuseas, dores musculares, perda de peso, cansaço, entre outros sintomas. Mas, em geral, os portadores só percebem que estão doentes anos após o contato com o vírus, quando a inflamação no fígado decorrente da infecção crônica já se encontra em grau avançado. As principais complicações podem ser cirrose, câncer no fígado e insuficiência hepática. “Quanto mais precocemente a doença for diagnosticada, mais eficaz será o tratamento”, explica Inácio que também é especialista em imunologia e colaborou com a pesquisa. De acordo com um estudo divulgado em 2016 pela Faculdade de Medicina da USP, há no Brasil de 1,4 a 1,7 milhão de casos crônicos de hepatite C. No mundo, esse número salta para 200 milhões, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o que faz da
Centro de Inclusão Social da USP ganha kit educacional de robótica

Centro de Inclusão Social da USP ganha kit educacional de robótica Ensinar física e matemática de forma lúdica, além de contribuir com a formação de jovens de baixa renda. Foi com esse propósito que o Centro de Inclusão Social (CIS) da USP em São Carlos recebeu a doação de um kit educacional de robótica da empresa Anacom Eletrônica nesse mês de junho. Entre os itens doados estão: tablet, livro digital, DVD, quadricóptero, braço e esfera robótica, robô móvel, além de outros acessórios. Por meio de metodologias mais atraentes, a ideia é proporcionar aos alunos participantes do CIS um aprendizado mais interativo com a utilização dos novos equipamentos. Aulas de álgebra, geometria e, posteriormente, pré-cálculo também estão no cronograma do Centro. Ao longo do segundo semestre os jovens serão desafiados a desenvolver diversas atividades com o kit robótico, e os que obtiverem melhor desempenho poderão concorrer a uma grande novidade a partir de 2019: bolsas de iniciação científica. Os recursos serão oferecidos pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Sistemas Autônomos Cooperativos (InSAC), sediado no Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação (SEL) da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, sob a coordenação do professor Marco Henrique Terra. Atualmente os adolescentes do Centro de Inclusão Social já contam com diversos materiais e iniciativas gratuitas, como aulas de inglês, física e informática, além de acesso ao acervo da Biblioteca da Área 2 do Campus da USP em São Carlos. Coordenado pelos professores José Marcos Alves e Carlos Goldenberg, ambos SEL, o CIS de foi criado em 2015 com o objetivo de promover educação para comunidades em situação de vulnerabilidade socioeconômica que residem na cidade, especialmente os que moram perto da Universidade. Outros dois docentes do Departamento também participam da iniciativa: João Navarro Junior é o responsável pela disciplina Física do Cotidiano na Construção da Cidadania, enquanto Maximiliam Luppe coordena o Laboratório de Introdução à Informática para alunos do Ensino Fundamental. O Centro conta, ainda, com o apoio institucional da USP por meio da Prefeitura do Campus (PUSP-SC), da EESC, do Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação (ICMC), do Instituto de Física de São Carlos (IFSC), do Instituto de Química de São Carlos (IQSC), do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU), do Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC), do Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (CEPID – FAPESP), do Centro de Matemática e Estatística Aplicadas à Indústria (CEPID – CeMEAI), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e de empresas como a Anacom, Pearson Educaton Brasil, Intel, Cisco e Projeto Novo Guia / Pet Terapia. Texto: Assessoria de Comunicação do SEL Fotos: Marília Ruberti – SEL Mais Informações Centro de Inclusão Social da USP São Carlos Telefone: (16) 3373-9344
Estudo demonstra como melhorar a proteção da rede elétrica

Estudo demonstra como melhorar a proteção da rede elétrica A energia elétrica que chega a residências, indústrias e a centros comerciais pode ser gerada por diferentes tipos de usina. Entre elas, podemos citar as hidrelétricas e as solares. Mas, para que a energia chegue com qualidade a seu destino, ou seja, permitindo que os equipamentos operem adequadamente, é preciso proteger a rede elétrica de falhas como, por exemplo, os curtos-circuitos. Dentro do universo da engenharia elétrica existe um equipamento chamado de relé, que é capaz de identificar eventuais curtos no sistema elétrico e isolar o trecho exato da região afetada para que, posteriormente, o conserto seja feito. Dessa forma, o equipamento evita que o problema atinja um número maior de consumidores, já que os demais locais próximos ao danificado continuarão recebendo energia por rotas alternativas. Mas, normalmente, os relés convencionais não estão programados para sinalizar curtos-circuitos quando uma rede suprida por hidrelétricas passa a receber, também, energia de usinas fotovoltaicas. Esse cenário pode limitar a operação dos relés, ainda mais com o crescimento das usinas solares nos últimos anos. Mas, então, como superar o impasse e garantir o serviço oferecido por essa importante ferramenta? Quem propôs uma solução foi Renan Furlan, aluno de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP. O estudante encontrou, por meio de simulações e técnicas computacionais, a configuração ideal do para que o aparelho se adeque a essa nova fonte de energia gerada a partir do Sol. A pesquisa faz parte do trabalho de mestrado de Renan e foi realizada no Laboratório de Sistemas de Energia Elétrica (LSEE) do Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação (SEL) da EESC. O estudo está descrito no artigo Improvement of overcurrent protection considering distribution systems with distributed generation, que recebeu o prêmio de melhor trabalho na 18ª Conferência Internacional sobre Harmônicos e Qualidade da Energia (18th International Conference on Harmonics and Quality of Power – ICHQP), realizada entre os dias 13 e 16 de maio, em Liubliana, capital da Eslovênia. O evento é o principal do mundo na área de qualidade da energia e discutiu 132 artigos no total, sendo quatro deles do LSEE. Também fazem parte do Laboratório e participaram com Renan da elaboração do artigo premiado os alunos de mestrado Rodrigo Bataglioli e Iago Faria, além do doutorando Carlos Beuter. A pesquisa foi orientada pelo professor Mario Oleskovicz do Departamento. Texto e foto: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação do SEL Mais Informações Assessoria de Comunicação do SEL Telefone: (16) 3373-8740 E-mail: comunica.sel@usp.br
Vencedor SancaThon 2018: aparelho portátil visa acelerar atendimento a gestantes em risco

Aparelho portátil visa acelerar atendimento a gestantes em risco Protótipo integra medidores de febre, pressão e batimentos cardíacos em um único dispositivo e poderá sugerir procedimentos às enfermeiras nos hospitais Uma solução para agilizar o atendimento a gestantes em situações de risco atendidas em hospitais. Essa é a ideia vencedora da SancaThon, a 1ª maratona de programação da USP em São Carlos, realizada entre os dias 8 e 10 de junho, e que desafiou os participantes a criarem alternativas para problemas da cidade em 31 horas. Para ajudar a combater a mortalidade de grávidas no município, cinco estudantes da Universidade criaram um sistema portátil capaz de unir medidores de febre, pressão e batimentos cardíacos em um único dispositivo. Com base em um diagnóstico prévio a partir dessas medições, o sistema conseguiria sugerir a profissionais de enfermagem as melhores condutas para se tomar com relação às pacientes em risco. Com isso, o equipamento poderia propor, por exemplo, a verificação de possíveis infecções, hemorragias ou, dependendo do caso, o encaminhamento imediato da gestante ao médico que, por sua vez, seria alertado sobre a gravidade da situação. Todos os dados coletados seriam disponibilizados automaticamente na nuvem de uma rede de hospitais, dispensando o preenchimento manual de formulários e, caso a paciente precisasse ser transferida para outro local, seria feita a comunicação de informações do prontuário entre os órgãos de saúde. O design do sistema ainda será elaborado e a expectativa é de que até o final do ano o produto esteja disponível no mercado. “O maior diferencial do aparelho é justamente integrar todas essas funções, pois facilitará muito a vida do profissional, dando a ele orientações de forma inteligente. Em complicações na gravidez, a cada hora que passa, as chances de a gestante sobreviver podem diminuir bastante”, explica Vinicius Garcia, um dos integrantes do grupo vencedor e aluno do curso de Engenharia de Computação da USP, oferecido em conjunto pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC). Nomeado de Our life, o equipamento, que deve custar em torno de R$ 2.000,00, será composto tanto por um software quanto por um hardware e, segundo Vinicius, não será preciso treinar os profissionais que irão utilizá-lo, pois a forma de medição atual não será alterada. Ele também conta que as ponteiras dos instrumentos hospitalares frequentemente quebram e, como o protótipo desenvolvido terá os principais medidores integrados, o risco de danos será menor, gerando economia aos hospitais. Também compuseram o grupo vencedor os alunos Gabriel Cerqueira, Alexandre Bellas, Laise Cardoso e Silva e o mestrando Leonardo Moraes. Além do título da 1ª SancaThon, o trabalho também foi reconhecido pela Santa Casa de São Carlos: “Esse projeto é de grande impacto na saúde pública e, além de evitar mortes, poderá ajudar quem está no processo de assistência no pronto-socorro a acertar mais. Nas próximas semanas pretendemos iniciar alguns testes com a equipe de ensino e pesquisa do hospital”, afirma Daniel Bonini, superintendente da Santa Casa. Programando na USP – A 1ª SancaThon contou com 39 integrantes, divididos em 9 equipes formadas por participantes de diversas universidades e instituições, que foram desafiados a desenvolver tecnologias. “Grande parte de nossos problemas é técnico, por isso, é preciso integrar o município com os cientistas das universidades. A partir dessa união, conseguiremos avançar a outros patamares”, conta José Galiza Tundisi, secretário de Desenvolvimento Sustentável, Ciência e Tecnologia de São Carlos. Ele afirmou, ainda, que os melhores projetos da SancaThon poderão ser financiados, tanto pela Prefeitura, caso aprovados, quanto pelos Governos Estadual e Federal. “Tenho certeza de que São Carlos terá cada vez mais um sistema avançado de desenvolvimento científico e tecnológico e será exemplo no Brasil”, conclui. Segundo Daniel Magalhães, professor da EESC, a SancaThon superou as expectativas: “A participação dos grupos foi muito efetiva e a vivacidade com que os participantes trabalharam mostra que esse tipo de evento tem público e apelo. Já recebemos, inclusive, sugestões de temas para próximas edições de hackathons na USP”, conta o docente que é diretor do Centro Avançado EESC de Apoio à Inovação (EESCin), um dos realizadores do evento. Segundo Daniel, a Prefeitura de São Carlos se mostrou bastante empolgada com os projetos e demonstrou interesse em trabalhar para implantá-los na cidade. Mas quem pensa que a SancaThon é importante apenas ao público que irá usufruir dos projetos desenvolvidos está engando. Isso porque os participantes da Maratona têm a oportunidade de desenvolver outras habilidades ao longo de uma iniciativa como essa: “A veia empreendedora é incentivada nos jovens estudantes que, com certeza, serão os responsáveis por transformar a sociedade. A experiência durante o evento é muito rica, eles ganham autoconfiança e ainda geram benefícios ao país”, diz o chefe-geral da Embrapa Instrumentação de São Carlos, João Naime. Outros trabalhos também foram destaque na competição da USP. Em segundo lugar, ficou o projeto “μCare”, que trouxe a proposta de utilizar um sistema capaz de localizar, em tempo real, determinados equipamentos médicos dentro dos hospitais. A equipe idealizadora do trabalho foi composta por Pedro Jeronymo, Patrick Feitosa, Guilherme Momesso, Guilherme Prearo e Bruno Stefano, todos alunos do curso de Engenharia de Computação da USP em São Carlos. Na terceira colocação ficou o projeto Calisto, no qual os integrantes da equipe propuseram uma solução para reduzir o tempo que os pacientes passam dentro de um ambulatório ou pronto-socorro. Para isso, os participantes criaram uma espécie de totem capaz de adiantar o processo de triagem. O equipamento também atuaria para ajudar aqueles que ainda não estão no hospital, marcando consultas, solicitando ambulâncias e indicando a farmácia mais próxima ao ser consultado sobre a disponibilidade de um remédio. A equipe é composta pelo autônomo Ricardo Ferreira e pelos alunos da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Carlos Cunha, Iago Barbosa, Matheus Lima e Fernando Guisso. Todos os grupos tiveram três minutos para apresentar seus trabalhos, dois minutos para demonstrações e outros dois para responder perguntas dos jurados. Confira todos os projetos apresentados neste link. As três primeiras equipes ganharam